A condenação definitiva de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão encerra um capítulo jurídico, mas abre uma incógnita eleitoral para 2026. Quem herda o espólio do bolsonarismo? Uma nova análise dos dados de opinião pública revela que a equação não é simples: governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema são conhecidos, mas ainda não convenceram a base fiel do ex-presidente. Entenda por que a ‘bênção’ da família Bolsonaro e a promessa de anistia podem ser as únicas chaves para destravar esses votos no primeiro turno.
O Desafio Investigado: Com a prisão preventiva de Jair Bolsonaro convertida em definitiva (pena de 27 anos) em novembro de 2025, a direita brasileira enfrenta um vácuo de liderança. O artigo investiga a dificuldade de transferência de votos. O problema central é que o bolsonarismo é um fenômeno personalista: mesmo preso e inelegível, Bolsonaro ainda pontua melhor que qualquer outro nome contra Lula (39% vs 42%), criando uma sombra difícil de ser superada pelos governadores que tentam se viabilizar como sucessores.
A Proposta Central: A análise dos dados revela um descompasso entre “conhecimento” e “voto”. Enquanto Michele e Eduardo Bolsonaro convertem facilmente o reconhecimento em intenção de voto entre a base, os governadores enfrentam resistência.
- O Caso Tarcísio: O governador de SP é o exemplo mais claro desse desafio. Embora 76% da direita bolsonarista afirme conhecê-lo, apenas 44% dizem que votariam nele — um “gap” de 32 pontos.
- A Causa: Para o eleitor raiz, a fidelidade é ao líder, não necessariamente ao partido ou à gestão eficiente.
Implicações e Contribuições: O autor argumenta que, para vencer no primeiro turno, o candidato ungido precisará mais do que gestão; precisará de legitimidade afetiva.
- A Bênção Familiar: A sinalização de Bolsonaro, via Michele ou Eduardo, será decisiva.
- A Pauta da Anistia: Para conquistar a base radical, o sucessor terá que encampar a luta pelo perdão judicial de Bolsonaro e dos envolvidos no 8 de janeiro.
- O Cálculo do 2º Turno: A estratégia foca em garantir a passagem de fase. No segundo turno, a rejeição ao PT (antipetismo) tende a unificar naturalmente os votos da direita bolsonarista e não-bolsonarista no candidato opositor.
Foto: Gabriela Biló/Folhapress
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