- Abril, 2026
- Autoria: Humberto Dantas, Rodrigo Cobra e Joyce Luz
- Nº 3
- Vol. 3
- Resumo:
Introdução: A literatura brasileira de Ciência Política concentra-se predominantemente no plano federal, deixando em aberto como atores municipais coordenam apoios em eleições estaduais e nacionais. Este paper examina os fatores que orientam as intenções de apoio eleitoral de vereadores nas eleições gerais de 2026, com ênfase no papel de arranjos informais de coordenação denominados “Grupos Políticos”, em contraste com a filiação partidária formal. Métodos: Dois instrumentos foram aplicados, com amostras não probabilísticas, a vereadores da rede RenovaBR, em atividades realizadas em parceria com a OEA em 2025 e 2026: um survey online com 111 respondentes e uma dinâmica presencial de situações problemas com cerca de 70 participantes organizados em 12 grupos. Resultados: Em ambos os instrumentos, o Grupo Político superou o partido como fator orientador do apoio eleitoral em 2026. No survey, 33% a 48% dos respondentes o indicam como determinante principal, contra 13% a 19% para o partido, com diferença mais pronunciada para o cargo de governador (48%). Na dinâmica presencial, dois terços das respostas indicaram o Grupo Político como principal fator de coordenação do apoio eleitoral. Discussão: Os achados sugerem que a filiação partidária é um preditor fraco do apoio político e que arranjos informais de coordenação territorial estruturam, de forma mais determinante, a política subnacional brasileira. O resultado justifica uma nova agenda de pesquisa em torno da categoria analítica de “Grupo Político” aqui proposta..
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*Imagem: TSE – Fonte: TSE


