- Setembro, 2026
- Autoria: Djiovanni Jonas França Marioto
- Nº 5
- Vol. 3
- Resumo:
Introdução: Estudos de elites políticas descrevem com precisão a carreira, o recrutamento e a posição institucional dos parlamentares, mas tratam a comunicação em plataformas digitais como objeto de outro campo de pesquisa, ao passo que a comunicação política a examina em detalhe e toma parlamentares como emissores indiferenciados. Permanece em aberto, por isso, se posição e trajetória organizam a quem o político diz representar nessas plataformas. O objetivo é mapear o que as duas literaturas estabeleceram, identificar onde divergem e propor uma agenda que as cruze, tendo como objeto a gramática representativa dos políticos. Materiais e métodos: Revisão sistematizada de literatura internacional e brasileira, a partir dos termos ‘ator’, ‘plataforma’, ‘representação’ e ‘posição institucional’ aplicados a Web of Science, Scopus, SciELO e periódicos brasileiros não indexados nelas, com parada por saturação e leitura integral dos trabalhos centrais. Resultados: Há quinze anos o campo testa se a posição institucional explica adoção e volume de publicação nas plataformas e encontra resultado nulo em desenhos independentes. Quando o desfecho passa a ser a forma da mensagem ou a reação da audiência, os atributos voltam a operar, por moderação e não por efeito direto, de modo que a divergência entre estudos se organiza pela variável dependente escolhida. Esse conhecimento foi produzido sobretudo no Twitter e no Facebook, e nenhum desenho testou se posição e trajetória explicam o tipo de reivindicação representativa emitida. Discussão: A lacuna não decorre de escassez de literatura, e sim de resultados publicados que, lidos em conjunto, deixam esse espaço aberto. O texto propõe seis eixos de pesquisa, da validação de um Índice de Reivindicação Representativa à comparação entre retórica digital e atuação legislativa, para respondê-la no âmbito do INCT ReDem.
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*Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados


