- Novembro, 2026
- Autoria: Filipe Vicentini Faeti e Vinicius Silva Alves
- Vol. 3, 2026
- ISSN 3086-8246
- Resumo:
Introdução: Este working paper analisa se a reorganização da nova direita brasileira nas arenas eleitoral e parlamentar se reflete em suas bases partidárias. O foco é o sistema de crenças dos filiados nas dimensões religiosa, ideológica e econômica. Materiais e métodos: São analisados dois surveys online independentes com filiados de 25 partidos, aplicados em 2020 (2.419 respostas) e 2022 (7.085 respostas). Índices de conservadorismo moral e de liberalismo econômico, de 1 a 7, são estimados por regressão linear com erros-padrão robustos e comparados entre cinco blocos partidários pelo teste de Games-Howell. Resultados: Nas duas amostras, filiados evangélicos são mais conservadores nos costumes do que os de outras religiões, com controle por ideologia e bloco partidário. Na amostra de 2022, a autoposição ideológica explica parcela maior do conservadorismo moral do que a religião, e as dimensões moral e econômica aparecem mais correlacionadas. Nesse ano, a nova direita (PL, Republicanos, PSL, PSC, Patriota e PRTB) é mais conservadora nos costumes do que a direita tradicional, mas não se distingue dela na economia. Discussão: A reorganização da direita se reflete apenas em parte entre os filiados. A base da nova direita se separa da direita tradicional pela agenda moral, e não pelo programa econômico. Os filiados mais liberais na economia estão no Novo, fora do núcleo bolsonarista.
- Foto: Amanda Sangalli


